terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aspersão Mecanizada

Guilherme Augusto Biscaro

Um sistema de aspersão mecanizado tem por principais objetivos realizar a irrigação em grandes áreas (nas quais se tornaria inviável técnica e economicamente a utilização de sistemas convencionais), elevar a eficiência de aplicação de água e diminuir os custos com mão-de-obra. Para que ocorra a movimentação, o aspersor (ou o conjunto de aspersores) é montado sobre um sistema mecânico dotado de rodas.

Linha Lateral Móvel
Este sistema é composto por uma linha lateral que se desloca perpendicularmente à fonte fornecedora de água (que pode ser uma tubulação com hidrantes ou um canal de água).

Em geral, motores elétricos instalados nas torres de sustentação realizam sua movimentação de maneira sincronizada, enquanto a água é aplicada.




Pivô central



O pivô central é um sistema de irrigação no qual uma linha lateral suspensa por torres de sustentação dotadas de rodas e motores gira em torno de um ponto central, que é chamado de pivô.



O pivô é a fonte fornecedora de água e de energia elétrica. À medida que se desloca, a linha lateral vai aspergindo a água sobre a cultura.




Na maioria das vezes, na extremidade final da linha lateral do pivô central existe um aspersor de grande porte do tipo canhão, que permite um aumento na área coberta pela irrigação. Como nessa extremidade o pivô irriga uma área muito maior que a inicial, é necessário que a aplicação de água seja crescente no sentido pivô-canhão para que seja uniforme em toda a área.



Têm-se então basicamente duas opções para alcançar esse objetivo: ou se utilizam aspersores com vazões diferentes e crescentes ao longo da linha ou se altera o espaçamento entre eles, de maneira que, quanto mais distante do pivô, menos espaçados deverão estar os aspersores.


Uma característica marcante do pivô central é o fato de a área irrigada ser circular, o que implica na não aplicação de água nos cantos. Porém, já existe no mercado a opção de adquirir pivôs que aplicam água nesses cantos por meio de tubulações retráteis acionadas automaticamente. Atualmente algumas empresas fabricantes oferecem modelos que irrigam áreas irregulares e que podem ser movidos de um local para o outro, tracionado por tratores.




Modelos de Pivô Central

O sistema de pivô central pode ser dividido em quatro modelos:
a) Pivô central com difusores: o diâmetro do bocal ou tamanho do difusor aumenta assim que o mesmo se afasta do pivô. Por utilizar difusores em vez de aspersores, as gotas serão menores, devendo então ser instalado o mais próximo possível da cultura.

b) Pivô central com emissores de aplicação localizada: esses emissores são semelhantes aos difusores, porém permitem o molhamento de subcopa, onde o alcance do jato é menor e a taxa de aplicação é maior.

c) Pivô central com aspersores de tamanho variável: o tamanho do aspersor aumenta conforme se afasta do pivô.

d) Pivô central com aspersores de tamanho médio: os aspersores são todos do mesmo tamanho, diferenciado-se apenas o tamanho do bocal. Quanto mais longe do pivô, menor é o espaçamento entre os aspersores.
Canhão

O canhão é um aspersor de grande porte que é instalado na extremidade da linha lateral do pivô central e que tem como função aumentar o tamanho da área irrigada. Ele pode possuir uma pequena motobomba acoplada cuja função é fornecer-lhe mais pressão, permitindo assim um maior raio de alcance. Com isso consegue-se uma maior área irrigada, reduzindo o custo do pivô central por hectare.

Porém, em áreas de ventos fortes, poderá ocorrer interferência no alcance e na eficiência de aplicação de água desse canhão, devido à deriva.


Autopropelido

O autopropelido é um aspersor do tipo canhão, montando sobre um sistema mecânico dotado de rodas. É rebocado por um trator, a uma determinada distância, e depois recolhido por meio de um carretel enrolador acionado por um mecanismo hidráulico. O canhão, ao ser recolhido pelo carretel, promove a irrigação de uma faixa da área, sendo necessária a mudança de sua posição pelo operador para irrigar a área adjacente. Em uma mesma área pode haver um ou mais autopropelidos.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Irrigação por aspersão convencional

SISTEMAS DE IRRIGAÇÃO POR ASPERSÃO
Guilherme Augusto Biscaro

ASPERSÃO CONVENCIONAL

A aplicação de água nos sistemas de irrigação por aspersão se faz pela divisão de um ou mais jatos de água em uma grande quantidade de pequenas gotas no ar, que caem sobre o solo na forma de uma chuva artificial. A passagem de água sob pressão através de orifícios de pequena dimensão é o que causa o fracionamento do jato. Com o auxílio, via de regra, de um sistema de bombeamento, a água percorre um conjunto de tubulações gerando a pressão necessária para acionar os aspersores.

O aspersor é o mecanismo responsável pela pulverização do jato de água.

Entre as principais vantagens apresentadas por esse método destacam-se a não-exigência de um processo de sistematização do terreno, a disponibilidade de maior área cultivável (ao contrário da irrigação por superfície não há perda de área), o fato de não possuir restrição quanto ao horário de aplicação e não causar problemas de erosão do solo.

As desvantagens da aspersão são: o elevado custo inicial, a susceptibilidade à interferência de aplicação devido ao vento, as elevadas perdas por evaporação da água diretamente do jato fracionado e a exigência de um sistema de motobomba com elevada potência, dependendo da área a ser irrigada. Também ocorre que, como os sistemas de aspersão molham uma considerável área do terreno, há o favorecimento da ploriferação de ervas daninhas e, devido à força do impacto da gota sobre a superfície solo, o mesmo pode apresentar selamento superficial.

Dentro do método de irrigação por aspersão, existem o sistema convencional portátil, o sistema convencional permanente e os sistemas mecanizados.

SISTEMA CONVENCIONAL PORTÁTIL:

Um sistema portátil de aspersão é caracterizado pela possibilidade de movimentar o equipamento de um local para o outro, conforme a necessidade de irrigação, quando não há tubulações, acessórios e aspersores em quantidade e extensão suficientes para abranger toda a área irrigada.





Pode ser classificado em totalmente portátil e em semiportátil. No primeiro o sistema é totalmente movido de um local para o outro. No outro, pode-se dispor de uma linha principal enterrada com hidrantes dispostos na superfície em cada ponto de mudança da linha lateral.

Para obter maior uniformidade de aplicação ao longo da linha lateral, a mesma deve estar disposta, quando possível, em nível, de acordo com o terreno. A linha principal deve se encontrar no sentido da declividade, seja em aclive ou em declive.


SISTEMA CONVENCIONAL PERMANENTE

Diferentemente do sistema portátil, no sistema permanente as tubulações são fixas e não movidas de um local para outro, cobrindo simultaneamente toda a área irrigada. Pode-se dividir esse sistema em totalmente permanente, no qual as canalizações são enterradas e cobrem toda área, e parcialmente permanente, no qual as canalizações são portáteis e cobrem toda a área irrigada.



Como não há movimentação de tubulações de um local para outro, teoricamente seria mais fácil irrigar toda a área de uma só vez. Porém, isso acarretaria na demanda de uma grande quantidade de água em um determinado momento, o que pode não ser viável. Outro problema seria a necessidade de tubulações de diâmetro muito elevado, aumentando em demasia o custo do sistema.


Pode-se dividir então a área em parcelas, que serão irrigadas sequencialmente de maneira a cobrir toda a área ao final do ciclo, para reduzir os diâmetros das tubulações.




Autorizado por: Guilherme Augusto Biscaro

Fonte: BISCARO, G. A. Sistemas de irrigação por aspersão. Dourados, MS: Editora UFGD, 2009. 134p.

domingo, 20 de setembro de 2009

Imagens de irrigação

Aqui vão fotos de irrigação achadas na internet, ilustrando diversos sistemas de irrigação:



Irrigação por pivô central


Aspersão convencional


Gotejamento



Microaspersão


Microaspersão em pomares


Vista aérea, irrigação por pivô central



Fontes respectivas por foto: http://www.globo.com/, http://www.aceav.pt/, http://www.agrovisao.com/, http://www.gramados.net/, http://www.worldpress.com/, http://www.valley-pt.com/.